Olho no fundo de sua alma, e através do reflexo dos seus olhos ora verde ora mel, vêem as profundezas da Mãe natureza, beleza contida na matéria bruta sem acabamento e sem retoque final. Seus lábios possuem a carne que entrega seu desejo, um beijo e o apreço de achar depois de tantas buscas, o simples sorriso e sua falta me faz ter o medo de amar, percorro duas curvas que ainda não foram tocadas com a devida dedicação, perco toda minha experiência e volto a ser um principiante, isso porque nuca tivera feito amor, a primeira vez é sempre a ultima que se desfez na calmaria do seu comportamento.
Vejo a tempestade ao longe e sei que aqui ela não vai chegar nunca, estamos no meio de um campo de flores e o perfume domina sua nuca e sua pele morena, posso passar anos sem tirar você do meu olhar, me reflito em você e chego à conclusão que a perfeição é algo que podemos possuir.
Quanta paz em seus beijos, quanta ternura em seus desejos, me puxa, me rouba em seus lampejos adultos, se torna menina mulher madura na sua maneira de ser, a música acelera tudo aquilo que não vejo, o clima é quente e por isso rastejo entre as folhas caídas da primavera para que eu possa obter a essência da sua alma quente, essa que arde e me faz escrever até que sinta a dor no meu punho, não refluxo o seu ser, em mim mantenho com todo amor possível e perambulo num vale escuro, desço escadas frias quando não estou ao seu lado. O romântico vira drama e engana quem sente saudades, mas o sonho faz o coração disparar, minha alegria está de volta, seu cheiro está no ar, beijo como nunca e não tenho vontade nenhuma de parar, revigora minha mente e me torna mais uma vez fiel na tétrica sensação que é amar, desacreditados, incrédulos que voltaram a acreditar num futuro.
R. Davoglio
Revisão Chu Mataveli