Faz-se presente o ausente amor da aparição do que sumiu na intensidade calma, tudo é claro como Keith Haring, esse sim um mestre, em minha singela opinião um Picasso contemporâneo, pois seu traço anda em minha frente, cavalga na mente e percorre meus relacionamentos, tudo se torna negro e a rumba de La Barcelona grita e pula, mas com força total, um abacateiro sem açúcar, mas bem natural, nos varais pagadores levam as amoras secas, pastas e gravatas, saltos e terninhos que passam uma imagem nobre, que no fundo é o oposto de que somos.
Varridos à vassoura leva a mais safada inocência, e nas palavras acabo destruindo e descobrindo os poucos como nós, grande sabedoria, ora corro, outrora escrevo; nas palavras acabo descobrindo um amor antigo, esses brotam em minhas palavras e que resmungam de nem terem nascido e eu já têr-los assassinado tão pré matura em minha mente, ganho admiradores e perco amores, perco o arrepiar dos seu pelos.
Caminhando e viajando sempre acompanhado de estrelas, deitando em folhas de bananeiras aceitas minha arte e descubro o dom das palavras.
Difícil é saber mesmo quem é entende, curvas retas e canetas sem tintas...
Jornal nacional não processa tanta informação quanto seu pulso que ainda pulsa ao som dos Titãs, cabeça de dinossauro é raciocínio de Epitáfio, simplesmente pulo a cerca, mas só porque quero ver meu amor, única e verde calmaria do meu mar, mais que grita e roda como uma pomba gira, não brinque até o fim, não confie no ruim, apenas ame.
Já não agüento esperar, volte, pois minha casualidade já causou muitos problemas. Passageiro chore mas lembre no terminal, não se deixe levar por tentativas frustradas.
R. Davoglio
Revisado por Chu Mataveli