15 junho 2009

Bar

Vida de puta, vida de bar, seja enfermo mas não no seu lar, parodiando Beatles e o seu rock de mar, usando óculos para esconder a loucura, esses que estão negando a falsidade do amor, fama que levas são justas por ser sempre o infrator, sempre arrumando algo semelhante que torna tudo ruim, nem com dívidas e consolos, nada disso importa porque pau que nasce torto não desentorta, nem com o mais reto calor.
Penso na vida e meus cosmopolitas seguem enfrentando a cereja que me beija que é a puta que me deita nas margens do velho Rio, Hudson ou Ipiranga, descasca toda essa banana e se mostra diante da verdade; quero ver o seu medo, que é o fruto do meu desejo, não adianta uma boca grande sem um profundo beijo, confundo-me em seus olhos de mel, e o fato de ser o trovador roubado me faz sonhar acordado, essa magia, esse encanto que vem sempre perguntando sobre esse meu engano de querer amar.
Sentamos, olhamos e pensamos no caminho mais justo de pensar no que já passou feliz aquele que criará a imaginação, lindo foi seu pensamento, agora acende um cigarro e não fume, se preocupe com o fato de que ele pode ser um dia a menos na sua vida hipócrita, sei que muitas coisas possuem o mesmo efeito, apenas colha o fruto do devaneio Grego ou soberania Romana no catolicismo Africano, tudo sem o menor sentindo. Meu cérebro está nu e com frio, passo a passo toco meu tamborim, aprovo e beijo a aceitação de que como somos me perco no mel de novo.

R. Davoglio
Revisado por Chu Mataveli