Luzes e sons embalam a dança das arvores, do topo de uma delas uma coruja observa aqueles que contemplam a sabedoria da natureza, a luz é branca junto do som das folhas que caem e se chocam umas com as outras.
O Castor anda entre elas escutando no seu walkman um tango de Piazzola e como numa noite de festa sorri, dança e caminha sem nenhuma preocupação com o resto do mundo.
Agora somos dois, e o amor que surge entre massagens e velas que decoram nosso chalé, o vento é frio, mas como num instante já não nos incomoda mais, por que as bocas se tocam e se mordem de desejo, a mais bela união de nossos corpos no chão da mãe terra, o tango é escutado e saboreado junto ao nosso amor, amor que se compromete com o intimo das estrelas do voyeurismo pré nupcial.
O suor escorre pelo seu colo e derrete na fervura de nossas fantasias, o prazer chega ao limite e as palavras finais deixam como vencedores de uma batalha medieval, míseros segundo de nirvana, Está tudo em nossas células, organismo trans, relaxamento natural e as forças perdem sua energia.
Somos e semeamos a vida.
R. Davoglio
Revisado por Chu Mataveli