12 maio 2009

Perdido no achado

Ainda me lembro da mensagem de voz dos narradores do trem, a porta se fecha e com elas nossos sonhos, Moscou está apenas há 30 minutos de casa e ainda se pode sentir o cheiro do goles das vodkas em meu quarto. Coronas às 3 da tarde são motivos de orgulhos e boas lembranças no meu peito, seus cigarros finos e delicados como o branco da neve fazem contraste com as placas por onde passamos, bem mais novas que a velha cidade construída sobre ilhas e pontes, não fomos nada além de cúmplices do amor, suor, tesão e desejo...
Respeito sempre a palavra chave de uma ótima relação, os bons amigos são o luxo e a simplicidade dentro de um vidro de felicidade. Eu sei, tudo vai soar nostalgicamente impossível de se viver, levanto-me diante da luta do progresso ilusório.

R. Davoglio
Revisado por Chu Mataveli